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Pastas de frutos oleaginosos

As pastas de frutos oleaginosos, mais conhecidas como manteigas de frutos secos, derivam da trituração destes frutos, sendo as mais comuns as de amendoim e, mais recentemente de amêndoa, caju, avelã, entre outras.

São consideradas um alimento da moda, e uma opção alimentar á qual se recorre bastante nos dias de hoje. Mas quais são as suas vantagens? E serão todas elas opções nutricionalmente interessantes?

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Em primeira instância devemos ter em conta que qualquer fruto oleaginoso tem na sua composição uma percentagem major de gordura.
São ainda constituídos por proteína, hidratos de carbono, fibra, vitaminas, minerais e água (regra geral inferior a 10%). Sendo a gordura o seu principal constituinte, estes frutos e consequentemente as suas pastas são alimentos com elevado valor energético pelo que o seu consumo deve ser moderado, principalmente em pessoas sedentárias.


Contudo, falamos de uma gordura benéfica e essencial para o nosso organismo: ácidos gordos polinsaturados (ómega-3, ómega-6), fundamentais para o crescimento e desenvolvimento do nosso organismo, desempenhando um papel preventivo e protetor no aparecimento de doenças cardiovasculares (ómega-3) e promotor do desenvolvimento cerebral (ómega-6).
Estes frutos são ainda uma importante fonte de fibra, o que auxilia no bom funcionamento gastrointestinal. A vitamina E, presente também nestes frutos, tem uma importante função antioxidante e protetor das células, face a agressões externas.

As pastas destes frutos são então, sem dúvida um alimento e que podem e devem ser incluídos na nossa rotina alimentar. São produtos nutricionalmente interessantes e que permitem enriquecer as mais variadas refeições e snacks, contudo há que escolher as pastas certas. Muitas contêm nos seus ingredientes açucares e vários óleos exteriores ao do fruto oleaginoso o que torna não só a pasta menos natural, mas também mais calórica e menos interessante a nível nutricional, pelo que o ideal é que se opte por pastas cujos ingredientes sejam única e exclusivamente o próprio do fruto oleaginoso ( ex: 100% amendoim).

A variedades destas pastas são cada vez mais: desde crocantes a cremosas, com cacau, com côco, etc, contudo quanto mais natural possível e quanto menos ingredientes melhor opção será. Não existe uma “pasta ideal”, mas se formos olhar para o valor energético as pastas de caju são as menos calóricas, seguidas das de amêndoa, amendoim, avelã e noz. Não há uma dose recomendada pois vai sempre depender do dispêndio energético diário do indivíduo e da altura/propósito do consumo.

Os seus usos são os mais variados desde barrar no pão ou em tortilhas de arroz/milho, toppings de panquecas, recheios de bolas energéticas, ingredientes para muffins/ bolos ou até em molhos de refeições principais.

Em suma estas pastas devem e podem ser utilizadas numa alimentação variada e equilibrada, sendo imprescindível analisar a lista de ingredientes e adaptar as quantidades de consumo aos objetivos pessoais de peso/atividade física.

Artigo escrito por Carolina Santiago – Nutricionista 3833N

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